Olá minhas queridas e queridos, como a maioria que entra nesse blog são as mulheres, o post de hoje é sobre um assunto muito sério, essa violência desenfreada contra as mulheres, você deve assistir diariamente casos e mais casos sobre isso na televisão, parece que a cada dia aumenta esse tipo de crime. E se engana quem pensa que isso só acontece com mulheres pobres, muitas são as financeiramente resolvidas que também sofrem agressão de seus próprios maridos. Sim, a violência é em grande maioria doméstica, acontece dentro dos lares.


     A ONU (organização das nações unidas) publicou dados que afirmam que a cada dez mulheres, uma já sofreu algum tipo de agressão até os vinte anos de idade. São cerca de 120 milhões de mulheres em todo o mundo. No Brasil a situação é grave, mas em muitos países como Japão e Índia, se uma mulher for agredida por seu marido por exemplo, isso é normal. Mas a situação tem mudado, as mulheres não estão aceitando mais essa forma de conduta, a maior resistência é por parte das autoridades que não fazem nada nos casos. Vi um relato em uma entrevista de uma japonesa, que disse certa vez ser agredida na rua publicamente e ninguém fazer nada porque o agressor era seu marido, mas ela tomou iniciativa e mesmo contra a cultura de seu país, saiu dessa situação divorciando-se do agressor. Infelizmente não me lembro do nome dela, mas ela ficou famosa, fazendo palestras e escrevendo livros para ajudar outras mulheres. Já na Índia, cerca de 25 mil mulheres casadas são mortas por causa de dotes, são queimadas, esfaqueadas e por aí vai.
   
Em países como a África e Oriente Médio por exemplo, as mulheres tem suas genitálias mutiladas, e isso é totalmente ilegal , porém é praticado livremente. Há um termo usado para se referir a violência contra a mulher, FEMICÍDIO ou FEMINICÍDIO, o termo é usado para designar todo tipo de violência, seja verbal, sexual, assassinato, há casos de mulheres que são mortas apenas por serem mulheres, a ONU estima que pelo menos 5 mil meninas são mortas em nome da "honra" da família, pela simples suspeita ou caso de transgressão sexual (absurdo não ?!) Outra forma de agressão é o tráfico de mulheres para a prostituição em outros países, são tantas as formas que apavora só de pensar o que muitas podem estar passando enquanto escrevo aqui.
 

      E o que dizer sobre o Brasil né, acho que a maioria das mulheres se não foram agredidas, conhecem alguma que foi. Eu já presenciei uma vizinha minha sofrer agressão por anos, e era torturante não poder fazer nada, até grávida ela apanhava e por conta disso um de seus filhos nasceu com um probleminha de formação. É preciso combater essa violência, no Brasil a cada dia cresce mais os números de denúncias, mas poucas levam os casos até o fim, denunciam e continuam com o agressor.
    O mais triste é quando essas mulheres acham normal serem tratadas assim, algumas se desvalorizam, permitem serem usadas e abusadas de todas as formas, outras estão nessa situação por falta de coragem, de oportunidade. A agressão pode vim de um marido, de um pai, de um irmão, até mesmo de um desconhecido, e em todas elas é preciso denunciar antes que seja tarde demais.
 
 
     E foi devido a todas essas coisas que foi criado um aplicativo muito interessante para denunciar as situações de risco, que eu achei e talvez vocês ainda não conheçam. No final de Agosto surgiu o PLP 2.0. Esse aplicativo é ligado a uma rede com mais cinco pessoas de confiança usuária, entidades públicas e privadas como delegacias, órgãos de proteção etc. Esse projeto é uma extensão do programa promotoras Legais Populares ( por isso PLP), que atua no Rio Grande do Sul, essa ferramenta foi desenvolvida por ONGs como Instituto Geledés e THEMIS Gênero, Justiça e Direitos Humanos, já está disponível para smartsphones com sistema Android gratuitamente.

     Nós mulheres precisamos entender o nosso valor, e se um dia você for agredida, denuncie.
Quem bate uma vez, agride verbalmente etc vai fazer novamente, muitas "reconciliações" acabam em morte, então ligue para o número 180 e denuncie. Às vezes você tem uma vizinha ou até mesmo um parente passando por essas agressões, aconselhe, é muito difícil se meter em assuntos de casal, mas muitas não teriam sido mortas se alguém tivesse denunciado.

     Outro App para Android e IOS é o clique 180, desenvolvido pela ONU Mulheres e parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres da presidência da república. O aplicativo tem ligação direta com a central de atendimento à mulher.
Um outro tipo de crime que tem acontecido muito é o cibernético, meninas e mulheres que são expostas ao constrangimento em redes virtuais, um grupo de seis adolescentes de 16 anos criou um projeto para acolher essas meninas vítimas disso, há um espaço para conhecer outras vítimas, aprender sobre os direitos, a legislação para esses crimes (quem pensa que internet é terra sem lei, se engana ). O Nome do projeto  é For You, ainda não tem disponível o aplicativo, mas em breve será criado. Por enquanto usam a rede do Facebook  para cultivar o projeto ( CLIQUE AQUI). A princípio pode parecer uma página feminista, mas não é, os casos relatados lá são de reflexão para todas as mulheres. Parece ser um projeto legal. Enfim, tem muitos outros apps, sites, entidades destinados a denúncias de agressão, esses dois aplicativos eu achei interessante, mas foram só exemplos, acho uma ferramenta a mais para a mulher se proteger, mas o essencial é procurar sempre a delegacia especializada para denunciar e prosseguir até o fim para que o agressor seja condenado, na prática nem sempre funciona tão bem, mas acho de extrema importância abordamos esses temas. Chega de violência !!! 
 


Então meninas, eu vou encerrar o post, queria mesmo fazer vocês refletirem, pra gente conversar e dar nossas opiniões sobre esse tema. Espero que tenham gostado de minhas palavras, usei o site terra para pegar alguns dados,  AQUI podem confirmar. Imagens retiradas do Google, referente à campanhas. Até mais !!